Aula 2/3

Geologia, Relevo e Solo

A Origem da Terra

Durante muitos anos aceitou-se de forma generalizada, a hipótese da origem quente da Terra, ou seja, teria se originado de uma esfera gasosa quente e extensa, desprendida do Sol ou formada pela aglomeração de gases dispersos em nuvens que giravam em torno dele. A base da idéia era observação de que as temperaturas no interior do planeta eram elevadas. Porém devido ao avanço do estudo do comportamento físico-químico dos isótopos radioativos, desenvolveu-se outra hipótese sobre o calor do interior da Terra: ele não seria remanescente de uma nuvem gasosa quente original, e sim resultado do aquecimento provocado por violentas reações nucleares num ambiente de alta pressão. Assim, tanto nosso planeta como o sistema solar tiveram origem fria, formando-se de uma extensa nuvem de gases e poeira cósmica.

O raio da terra que eqüivale à distancia média entre a sua superfície irregular e seu centro de massa, é de 6.371 km. Desse total, no máximo 10 km são conhecidos por observação direta, como resultado, principalmente, dos trabalhos de prospecção petrolífera. Entretanto pesquisando a propagação das ondas sísmicas na massa terrestre, decorrentes de tremores de terra ou eventos vulcânicos, constatou-se que há diferenças físicas no interior do planeta, podendo-se considerar que a sua massa se divide em três camadas: núcleo, manto e crosta.

As rochas, que estão presente na constituição na crosta terrestre, são agregados naturais de um ou mais minerais, segundo a sua origem, elas se classificam em três tipos principais:

  • Rochas Ígneas: Originam-se do resfriamento do magma, sendo um material fundido, rico em silicatos, encontrado no substrato da crosta. Essa dinâmica da formação das rochas pode ocorrer no interior ou na superfície da crosta. Quando ela ocorre no interior, forma-se a rocha ígnea intrusiva ou plutônica (ex. Granitos), quando ocorre na superfície, há formação de uma rocha extrusiva ou vulcânica (como o basalto).Tanto no primeiro caso como no segundo, a composição das rochas não é idêntica ao material magmático original, pois este, ao atravessar a crosta, sofre alterações estruturais, principalmente por causa das diferenças de temperatura e pressão existentes entre o manto e a crosta terrestre.

  • Rochas Sedimentares: Originam-se da agregação de materiais nas diversas áreas de sedimentação existentes na superfície do planeta, segundo sua origem pode ser classificadas, genericamente, em dois tipos:

    • Detríticas: resultam da agregação de fragmentos de outras rochas, entre outros exemplos, podemos citar os arenitos e sienitos.

    • Químicas: resultam da agregação de sedimentos provenientes sobretudo da dissolução química de outras rochas. Segundo sua composição, podem ser classificadas como inorgânicas (caso dos lateritos, provenientes de precipitações da sílica e do ferro) ou orgânicas (caso dos calcários formados de sedimentos provenientes da decomposição de conchas e corais).

  • Rocha metamórficas: Originam-se da transformação de outras rochas, ou seja, da alteração da composição e da estrutura de rochas magmáticas, sedimentares e até mesmo de outras metamórficas Essas transformações decorrem principalmente da ação de elevadas temperaturas e pressões sobre as rochas originais. Dentre as rochas metamórficas, destacam-se os gnaisses, o mármore e os quartzitos.

A origem da terra é ainda muito controversa, porém há certo consenso quanto à sua idade: cerca de 5 bilhões de anos, Com case no estudo das rochas e dos fósseis, que permitiu esse cálculo, foi possível elaborar uma cronologia da evolução do planeta, registrada na forma de uma escala geológica dividida em eras, as quais subdividem em períodos , de acordo com as ocorrências marcantes na formação e na transformação e na transformação da crosta terrestre.

Características Gerais das Eras Geológicas

Arqueozóica: Era da formação da crosta terrestre, em que surgiram os escudos cristalinos, nos quais encontramos as mais antigas formações de relevo.

Proterozóica; Era caracterizada por intensa atividade vulcânica, que trouxe o magma do interior da Terra para a superfície, originado os grandes depósitos de minerais metálicos, como o ferro, manganês, ouro, etc., distribuídos pelas mais variadas regiões do planeta.

Paleozóica: Era de grande atividade transformadora da superfície, em que surgiram alguns conjuntos montanhosos como os Alpes Escandinavos (Europa) e os Montes Apalaches (EUA), no final dessa era, em várias partes do globo ocorreu o soterramento de florestas, o que deu origem às jazidas de carvão mineral.

Mesozóica: era que houve intenso vulcanismo e conseqüente derrame de lavas em várias partes do globo. Também foi marcada pelo processo de sedimentação dos fundos marinhos que originou grande parte das jazidas petrolíferas hoje conhecidas.

Cenozóica: Divide-se em dois longos períodos. O primeiro, denominado Terciário, iniciou-se com intensa atividade orogenética (movimento da crosta) que originou os dobramentos modernos, com as mais altas cadeias montanhosas da Terra, como os Andes (América do Sul), os Alpes (Europa) e o Himalaia (Ásia). O segundo, denominado Quartenário, perdura até hoje: nele ocorreram as grandes glaciações e os continentes e oceanos adquiriram seus contornos atuais, em decorrência do movimento das placas tectônicas (denominado deriva dos continentes).

A crosta terrestre não se apresenta como uma camada rochosa contínua que envolve o planeta, e sim como um conjunto de sólidos blocos justapostos como as peças de um gigantesco quebra-cabeças. Esses blocos, que têm milhões de quilômetros quadrados de espessura, são denominados placas tectônicas e estão assentados sobre o magma.

As altas temperaturas e as pressões no interior da Terra movimentam intensamente o magma, gerando correntes ascendentes com material fundido de origem magmática de altíssimas temperaturas, que ao se aproximarem da superfície , sofrem um rápido resfriamento retornando na forma de correntes descendentes frias. Esse produto origina um sistema circular de movimento interno de magma denominado convecção, que provoca uma lenta movimentação horizontal das placas da superfície. Por causa dessa movimentação, duas placas podem entrar em choque nos pontos em que estão em contato, ocorrendo colisão frontal entre elas. Também é possível que uma das duas (a de maior densidade) se coloque por baixo da outra – ocorrendo a chamada subducção ou um deslisamento lateral entre elas, que acontece quase sempre aos solavancos, qualquer dessas formas de contato ocasiona alterações no modelado da superfície, dando origem a montanhas elevadas (como os Andes ou o Himalaia) e também fenômenos como vulcanismo, terremotos e maremotos (como os que ocorrem nas bordas do oceano Pacifico, no chamado Círculo de Fogo).

A teoria da movimentação das placas tectônicas só passou a ser aceita no final dos anos de 1960, quando pesquisas realizadas em diferente pontos da superfície dos continentes quanto nos fundos oceânicos, levaram às mesmas conclusões: áreas de hoje estão separadas por oceanos já estiveram unidas, em algum momento do passado remoto e as placas continuam em constante deslocamento, afastando-se ou aproximando-se muito lentamente cada uma da sua vizinha,

A famosa falha de Santo André, na Califórnia, por exemplo, move-se à velocidade de 6 centímetros por ano entre as placas Norte-Americana e do Pacífico. A placa Sul-Americana afasta-se da placa Africana 3 centímetros por ano e vai se sobrepor à placa de Nazca, a oeste. Esta por sua vez, mergulha na direção do manto à velocidade de 1 centímetro por ano.

O conhecimento da estrutura geológica do território brasileiro é de fundamental importância para se compreender o modelado da superfície do país, o seu relevo e atuar racionalmente sobre ele, tanto na exploração dos recursos minerais e energéticos como na agricultura e sua conservação, evitando-se processos erosivos prejudiciais à economia e ao meio ambiente.

A estrutura geológica do Brasil é caracterizada por três tipos de terrenos:


Escudos Cristalinos


Terrenos de formação pré-cambriana, que afloram em cerca de 36% do território do país. Nos terrenos arqueozóicos (32%) do território), encontramos rochas como o granito e elevações como a Serra do Mar. Nos terrenos proteozóicos (4% do território), encontramos rochas metamórficas que formam jazidas minerais, principalmente de ferro e manganês, como as localizadas na serra dos Carajás, no Pará.


Bacias Sedimentares


Formações recentes , que recobrem cerca de 58% do território brasileiro. Nas áreas de formação paleozóica, o destaque são as jazidas carboníferas do sul e nas áreas de formação mesozóica os depósitos petrolíferos do litoral. Nos terrenos cenozóicos, destacam-se as planícies,

Terrenos Vulcan icos

 

Áreas que durante a era Mesozóica sofreram a ação de intensos derrames vulcânicos Na bacia do Paraná, particularmente as lavas esparramaram-se por cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados e originaram rochas como o basalto e o diabásio. Nas áreas de ocorrência dessas rochas é comum a presença de um dos tipos de solo mais férteis do Brasil: a terra roxa, formada da decomposição do basalto.


O relevo terrestre está em constante transformação e os fenômenos naturais causadores dessa dinâmica são agrupados em dois grandes conjuntos:


Agente de dinâmica interna: considerados agentes formadores do relevo, são fenômenos que atingem a superfície terrestre, mas que tem origem nas altas temperaturas e pressões do interior do globo, são eles: tectonismo, movimentos da crosta terrestre que originam dois tipos de processos: rochas plásticas, característica de áreas sedimentares) e falhamentos (quando afetam rochas rígidas, características de áreas de formação cristalina do período Pré-Cambriano). Vulcanismo, rompimento da crosta terrestre pela ação da forte pressão feita pelo magma em fusão sobe até a superfície terrestre, acompanhando ou não de gases e cinza, os abalos sísmicos (terremotos e maremotos), são tremores que afetam superfície terrestre e que se devem aos rápidos movimentos de interior do planeta causados pelo vulcanismo ou pelo tectonismo..

Agentes da dinâmica externa: este considerados como agentes modeladores do relevo, na maioria das vezes são fenômenos vinculados à ação do clima, dentre eles: as águas correntes, são principais agentes modeladores externos da crosta terrestre. Abrangem o trabalho dos rios (erosão transporte e acumulação fluvial), das chuvas e enxurradas (erosão, transporte e acumulação pluvial) e do mar (abrasão). A dinâmica glacial. O avanço ou o recuo de geleira intensifica o processo de desagregação das rochas, contribuindo para mudar as formas do relevo. O material rochoso erudito, transportado e acumulado pela ação do degelo é denominado moraina ou morena. Os Ventos, são agentes mais atuantes na modelação do relevo das áreas áridas ou semi-áridas, onde é comum a formação de dunas, devida ao trabalho eólico de erosão transporte e acumulação e à ausência de ação hídrica. O Intemperismo, alteração do modelado terrestre por ação do clima sobre as rochas. Estas podem sofre degradação (quando a alteração é fundamentalmente produzida por processos físicos, ligados a temperatura e pressão) ou decomposição (quando a alteração resulta de processos químicos, quase sempre pela ação da umidade). Nos dois casos, a alteração é acelerada pela ação biológica, particularmente de microorganismos.

Ação do homem: Paralelamente aos fenômenos naturais internos e externos que interferem no relevo terrestre, um outro agente modificador está em atuação constante: o homem, com recursos cada vez mas sofisticados, a ação humana acelera a erosão , sobretudo nas partes mais baixas, particularmente nos vales fluviais e o que é mais grave, acelera o processo de assoreamento dos rios, aumentando a freqüência e a intensidade das enchentes. A derrubada das matas em áreas serranas ou de declives acentuados,, que favorece o deslisamento de terras e rochas, material que, transportado para o leito dos rios, causa o seu assoreamento, tornando-os mais rasos e assim provocando enchentes. A derrubada de matas em áreas aplainadas que favorece a infiltração excessiva de água no solo, cujos componentes passam a ser dissolvidos com mais intensidade As queimadas que além de eliminarem os nutrientes do solo, matam as raízes vegetais que o fixam, favorecendo a erosão pela enxurrada. O uso inadequado do solo, com a utilização intensiva de máquinas agrícolas e o cultivo em áreas de declive, ambas práticas que facilitam o processo erosivo, especialmente quando este é provocado pela ação de água pluviais. A ocupação inadequada dos solos para a implantação de moradias, na áreas serranas, por exemplo e o uso econômico das áreas de cabeceira dos rios.

Para estudarmos o relevo do Brasil, antes de analisarmos os agentes modificadores internos a sua estrutura geológica, predominam as formações sedimentares recentes e vulcânicas (64% da superfície do país), sobrepostas aos terrenos pré-cambrianos de origem cristalina, mais antigos, que formam o embasamento do relevo e afloram em apenas 36 % do território. Como reflexo dessa estrutura geológica de base sedimentar, a altimetria brasileira se caracteriza pelo predomínio das baixas e médias altitudes. O nosso relevo não sofreu em sua formação, a ação dos movimentos orogenéticos do período Terciário, responsáveis pelo surgimento dos chamados dobramentos modernos (como existentes na Ásia ou Himalaia), por isso ele se caracteriza pela presença de três formas principais: os planaltos, as depressões e as planícies. Estas últimas, que têm origem cristalina ou sedimentar, são as formas predominantes, ocupando cerca de 95% do território. Em alguns pontos, especialmente nas bordas dos planaltos o relevo apresenta muito acidentado com a ocorrência de serras e escarpas.

O relevo brasileiro já foi objeto de várias classificações, porém três delas tornaram-se de importância em momentos diferentes da nossa história. A mais antiga foi elaborada em 1940 pelo professor Aroldo de Azevedo. Utilizando como critério para definição das formas o nível altimétrico, ele propôs classificar como planaltos as superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200 metros de altitude e como planícies as superfícies aplainadas com altitudes inferiores a essa marca, assim o Brasil foi dividido em 8 unidades de relevo, 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que ocupavam os 41% restantes.

No final da década de 1950 o professor Aziz Ab'Saber apresentou uma nova classificação com maior rigos conceitual, utilizando como critério para a definição das formas o tipo de alteração dominante na superfície: ou o processo de erosão ou de sedimentação.

Planaltos seriam as superfícies aplainadas com predomínio do processo erosivo sobre sedimentar, planícies seriam caracterizadas pelo inverso ou seja pelo predomínio do processo sedimentar sobre o erosivo.

Por esse critério, o relevo brasileiro foi dividido em 10 unidades: 7 planalto que ocupavam 75% do território e 3 planícies que ocupavam os 25% restantes. A mais recente classificação do nosso relevo, divulgada em 1995, foi elaborada pelo professor Jurandyr Ross, que se baseou num detalhado levantamento da superfície do território brasileiro, realizado pelo sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de mina e Energia e estabeleceu como critério uma associação de três tipos de informações: o processo de erosão/sedimentação dominante na atualidade, o nível altimétrico e a base geológica e estrutural do terreno.

Com base nesses dados, planalto se define como superfície irregular com altitudes superiores a 300 metros, originada da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares; depressão é a superfície mais plana, com inclinação suave e altitudes entre 100 e 500 metros, resultante de prolongado processo erosivo, também sobre rochas cristalinas ou sedimentares; e planície é uma superfície extremamente plana, formada pelo acumulo recente de sedimentos fluviais, marinhos ou lacustres.

Por esse critério o relevo brasileiro se divide em 28 unidades: 11 planaltos, 11 depressões e 6 planícies.


Planaltos:

1- Planalto da Amazônia Oriental: constitui-se de terrenos de uma bacia sedimentar e localiza-se na metade leste da região, numa estreita faixa que acompanha o rio Amazonas do curso médio até a foz. Suas altitudes atingem cerca de 400 m na porção norte e 300 m na porção sul.

2- Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba: constituem-se também de terrenos de uma bacia sedimentar, estendendo-se das águas centrais do país (Goiás-Tocantins até as proximidades do litoral, onde se alargam na faixa entre Pará e Piauí, sendo cortados de sul a norte pelas águas do rio Parnaíba, predominam as formas tabulares, conhecidas como chapadas.

3- Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná: caracterizam-se pela presença de terrenos sedimentares e pelos depósitos de rochas de origem vulcânica da era Mesozóica. Localizadas na porção meridional do país, acompanham os cursos dos afluentes do rio Paraná e estendem-se dos estados de Mato-Grosso do Sul, ocupando a faixa ocidental dessa região, atingem altitudes em torno de 1.000m.

4- Planaltos e Chapadas dos Parecis: Estendem-se por uma larga faixa no sentido leste-oeste na porção centro-ocidental do país, indo do Mato Grosso até Rondônia;. Dominados pela presença de terrenos sedimentares, apresentam altitudes de aproximadamente 800 m, algumas dessas chapadas servem como divisores de águas das bacias dos rio Amazonas, Paraguai e Guaporé.

5- Planaltos Residuais Norte-Amazônico: ocupam uma área onde se mesclam terrenos sedimentares e cristalinos, na porção mais setentrional do país, do Amapá até o Amazonas, caracterizando-se em alguns pontos pela definição das fronteiras brasileiras e em outros, pela presença das maiores altitudes do Brasil, como o Pico da Neblina (3.014m), na divisa do estado de Roraima com a Venezuela.

6- Planaltos Residuais Sul-Amazônicos: também ocupam terrenos onde se mesclam rochas sedimentares e cristalinas, estendendo-se por uma larga faixa de terras ao sul do rio Amazonas, da porção meridional do Pará até Rondônia, o destaque dessa unidade é a presença de algumas formações em que são encontradas jazidas minerais de grande porte (caso da serra dos Carajás, no Pará).

7- Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste: ocupam um larga faixa de terras na porção oriental do país em terrenos prodominantemente cristalinos, onde há superfícies bastante acidentadas, com sucessivas escarpas de planalto, portanto a região é conhecida “domínio dos mares de morros”. Há também formações de altitudes elevadas, como a serras doo mar e da mantiqueira, que caracterizam esse planalto como a “região das terras altas”. Na porção mais interior, em Minas Gerais, destaca-se uma importante área rica em minério, denominada Quadrilátero Ferrífero, na serra do Espinhaço.

8- Planaltos e Serras de Goiás -Minas: terrenos de formação antiga, prodominantemente cristalinos, que se estendem do sul de Tocantins até minas gerais, caracterizando-se por formas muito acidentadas, como a serra da Canastra, onde estão as nascentes do rio São Francisco, entremeadas de formas tabulares, como as chamadas próximas do Distrito Federal.

9- Serras Residuais do Alto Paraguai: ocupam uma área de rochas cristalinas e rochas sedimentares antigas, que se concentram ao norte e ao sul da grande planície do Pantanal, no oeste brasileiro. Na porção meridional, destaca-se a serra da Bodoquena, onde as altitudes alcançam cerca de 800m.

10- Planalto de Borborema: área de terrenos formados de rochas pré-cambrianas e sedimentares antigas, que aparece na parte oriental do nordeste brasileiro, a leste do estado de Pernambuco, como um grande núcleo cristalino isolado, atingindo altitudes em torno de 1000m.

11- Planalto Sul-Rio-Grandense: superfície caracterizada pela presença de rochas de diversas origens geológicas, apresenta certo predomínio de material pré-cambriano. Localiza-se na extremidade sul do Rio Grande do Sul, onde encontramos as famosas “coxilhas”, superfícies convexas caracterizadas por colinas suavemente onduladas, com altitudes inferiores a 450m.


Depressões

12- Depressão da Amazônia Ocidental: enorme área de origem sedimentar no oeste da Amazônia, com altitudes em torno de 200m, apresentando uma superfície aplainda, atravessada ao centro pelas águas do rio Amazonas.

13- Depressão Marginal Norte-Amazônica: localizada na porção norte da Amazônia, entre o planalto da Amazônia Oriental e os planaltos Residuais Norte-Amazônicos, com altitudes que variam entre 200 e 300 m. Com rochas cristalinas e sedimentares antigas, estende-de entre o litoral do Amapá e a fronteira do estado do Amazonas com a Colômbia.

14 Depressão Marginal Sul-Amazônica: com terrenos predominantemente sedimentares e altitudes variando entre 100 e 400 m, está localizada na porção meridional da Amazônia, intercalando-se com as terras dos Planaltos Residuais Sul-Amazônicos.

15- Depressão do Araguaia: acompanha quase todo o vale do rio Araguaia e apresenta terrenos sedimentares, com uma topografia muito plana e altitudes entre 200 e 350 m, Em seu interior encontramos a planície do rio Araguaia.

16- Depressão Cuiabana: localizada no centro do país encaixada entre os planaltos da bacia do Paraná, dos Parecis e do alto Paraguai, caracteriza-se pelo predomínio de terrenos sedimentares de baixa altitude, variando entre 150a 400m.

17- Depressão do Alto Paraguai-Guaporé: superfície caracterizada pelo predomínio das rochas sedimentares, localiza-se entre os rios Jauru e Guaporé, no estado de Mato Grosso.

18- Depressão do Miranda: atravessada pelo rio Mirandam localiza-se, ao sul do Pantanal. Nela predominam rochas cristalinas pré-cambrinanas, com altitudes extremamente baixas, entre 100 e150 m.

19- Depressão Sertaneja e do São Francisco: ocupa uma extensa faixa de terras que se alonga das proximidades do litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte até o interior de Minas Gerai, acompanhando quase todo o curso do rio São Francisco. Apresenta formas e estruturas geológicas variadas, porém destaca-se a presença do relevo tabular, com chapadas como a do Araipe e a do Apodi.

20- Depressão do Tocantins: acompanha toso o trajeto do rio tocantins, quase sempre em terrenos de formação cristalina pré-cambriana. Suas altitudes declinam de sul para norte, variando entre 500 e 200 m.

21- Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná: caracterizada pelo predomínio dos terrenos sedimentares das eras Paleozóica e Mesozóica, é uma faixa de terras localizada entre as terras dos planaltos da bacia do Paraná e do Atlântico Leste e Sudeste. Suas altitudes oscilam entre 600 e 700m.

22- Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense: ocupa as terras sedimentares drenadas pelas águas dos rios Jacuí e Ibicuí, no Rio Grande do Sul, caracteriza-se por baixas altitudes, que variam em tono dos 200m.

Planícies

23- Planície do rio Amazonas: antes considerada uma das maiores planícies do mundo a região das terras baixas amazônicas atualmente se divide em várias subunidades, classificadas como planaltos, depressões e uma planícies, se considerássemos apenas a origem, que é sedimentar, seus 1,6 milhões de quilômetros quadrados formariam uma grande planícies. Se considerássemos a altimetria, que não ultrapassa 150 m de altitude, também classificaríamos a região como planície. Considerando, no entanto o processo erosivo e deposicional, perceberemos que mais de 95% dessas terras baixas são na verdade planaltos ou depressões de baixa altitude, onde o processo erosivo predomina sobre o de sedimentação, restando à planície verdadeira uma estreita faixa de terras às margens dos grandes rios da região.

24- Planície do rio Araguaia: planície que se estende no sentido sul-norte, margeando o trecho médio do rio Araguaia em terras dos estados de Goiás e Tocantins. Nela se localiza a maior ilha fluvial do planeta, com uma área de cerca de 20.000 km2 a ilha do Bananal.

25- Planície e Pantanal do rio Guaporé: faixa bastante estreita de terras planas e muito baixas, que se alonga pelas fronteiras ocidentais do país e penetra a noroeste, no território boliviano, tendo seu eixo definido pelo leito do rio Guaporé.

26- Planície e Pantanal Matogrossense: grande área que ocupa a porção mais ocidental do Brasil Central. Por ter formação extremamente recente (datando do período Quartenário da era Cenozóicos), apresenta altitudes muito modestas, em torno de 100 m acima do nível do mar.

27- Planície da Lagoa dos Patos e da Lagoa Mirim: ocupa quase todo litoral gaúcho, expandindo-se na porção mais meridional até o território do Uruguai. A originalidade dessa planície está em sua formação dominantemente marinha e lacustre, com mínima participação da deposição de sedimentos de origem fluvial

28- Planícies e Tabuleiros Litorâneos: inúmeras porções do litoral brasileiro, quase sempre muito pequenas e localizadas na foz de rios que desaguam no mar, especialmente daqueles de menor porte. Apresentam-se muito largas no litoral norte e quase desaparecem no litoral sudeste. Em trechos do litoral nordestino, são intercaladas com áreas de maior elevação, as barreiras, também de origem sedimentar.

 
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