Geografia

Aula 1
Noções de orientação e cartografia

Continentes e Oceanos

            A superfície da Terra é de 510 milhões km2, cerca de 70% são ocupados por áreas oceânicas e 30% por terras emersas. Essas terras correspondem aos seis continentes: Europa, Ásia, África, América, Oceania e Antártica.
            A Europa e Ásia são estudadas separadamente devidas diferenças de aspectos humanos nelas existentes, determinadas por razões históricas – na realidade trata-se de duas subunidades de um único bloco continental, a Eurásia. No estudo da Oceania, ao contrário, por razões didáticas, tanto no trecho continental australiano como um vasto trecho insular é tomado em conjunto.
            Como as áreas continentais abrangem também as penínsulas e as ilhas existentes em suas linhas limítrofes, os continentes não são igualmente compactos. A Europa é o que tem menor compactação: aproximadamente 1/3 de seu território é constituído de penínsulas e Ilhas. As áreas oceânicas, que ocupam a maior parte da superfície do planeta, embora seja uma massa liquida contínua e de propriedades físicas uniformes, também são divididas, para efeito de estudo. Assim, tradicionalmente, considera-se que existem três oceanos: Pacifico, Atlântico e Indico.
            Há quem considere separadamente as massas liquidas das zonas glaciais, como se fossem outros dois oceanos?: Glacial Antártico. Mas o primeiro, sendo uma extensão do Atlântico, é mais um mar do que um oceano, e o segundo, que banha a Antártica, constituí uma massa liquida periférica formada da junção do pacífico, do Atlântico e do Indico.

Equador e Meridiano Inicial

            O Equador é uma linha imaginaria contida  num plano que divide o globo terrestre em dois hemisférios: Norte (setentrional ou boreal) e o Sul (meridional ou austral). Acompanhando a circunferência terrestre, que no plano equatorial tem cerca de 40 mil km de extensão, essa linha passa pelo trecho centro meridional da América, pela porção central da África e pela extremidade sul da Ásia. A maior parte dos blocos continentais situa-se no hemisfério norte, justificando sua denominação de hemisfério nas terras.
Os meridianos são linhas imaginarias em forma de semi-circunferência de um pólo ao outro do planeta. Podem ser traçados tantos meridianos quantos se desejar e qualquer um deles dividirá a Terra em duas partes iguais. Entretanto, por convenção, adota-se o plano que contem o meridiano de Greenwich para dividir o planeta em dois hemisférios: oriental (leste) e ocidental (oeste). Esse meridiano, também denominado inicial, atravessa a Grâ-Bretanha, na extremidade oeste da Europa, e a porção ocidental da África. A maior parte dos blocos continentais  situa-se no hemisfério oriental da África. A maior parte dos blocos continentais situa-se no hemisfério oriental, a América é o único continente inteiramente localizado no hemisfério ocidental.

Zonas Térmicas ou Climáticas

            A distribuição da radiação solar na superfície do planeta é desigual, o que determina a existência de cinco fatias ou zonas climáticas: intertropical, temperada do norte e temperada do sul, glacial ártica e glacial antártica.
            A zona intertropical situa-se entre os trópicos de Câncer, no hemisfério norte, e de Capricórnio, no hemisfério Sul. Cortada ao meio pelo equador, é a zona mais quente do planeta, também denominada zona tórrida. À exceção da Europa e da Antártica, todos os continentes apresentam terras nessa zona térmica, em maior ou menor escala.
            As zonas temperadas situam-se entre os trópicos e os círculos polares. A zona temperada do norte corresponde à faixa entre o tropico de Câncer e o circulo polar Ártico, a do sul, à faixa entre o tropico de capricórnio e o circulo polar Antártico. Nessas zonas, as temperaturas são mais amenas, e as estações do ano são bem definidas. Todos os continentes apresentam terras numa das zonas temperadas, ou até em duas – caso da África e da América.
            As Zonas Glaciais ártica e antártica situam0se nas faixas delimitadas pelos círculos polares e são mais frias, pois permanece a maior parte do ano cobertas de gelo. Isso decorre do fato de serem atingidas por raios solares apenas durante seis meses por ano.

Coordenadas Geográficas

            A localização de um ponto na superfície do planeta é indicada por duas coordenadas geográficas: sua latitude e sua longitude.
            A latitude é a media, em graus, do arco do meridiano que vai do ponto a ser localizado até o equador. Varia de 0º ( no Equador) até 90º (nos pólos), no hemisfério norte ou sul. A longitude é a medida, em graus, do ponto a ser localizado até o meridiano inicial. Varia de 0º (no meridiano inicial) até 180º no hemisfério leste (oriental) ou oeste (ocidental)

Fusos Horários

            Em seu movimento de rotação, no período de 24 horas, a Terra desloca-se 360º, girando de oeste para leste em torno de seu eixo. Isso significa que, a cada hora ela se desloca 15º.
            Com base nesse calculo, dividiu-se a superfície do planeta em 24 fusos horários, cada um equivalente a 15º da circunferência terrestre e tendo a sua hora definida, por convenção, em relação ao horário do fuso cortado pelo Meridiano de Greenwich – GMT (Greenwich Mean Time) – ocorrendo o contrário com os fusos localizados a leste.
            Na faixa de15º no lado oposto a Greenwich, metade do fuso fica no hemisfério oriental e a metade no hemisfério ocidental. Nas duas metades, o horário é o mesmo, mas elas são divididas pela Linha Internacional de Data (LID), cuja passagem implica mudança de dia. Assim, quando um viajante atravessa essa linha, não precisa acertar os ponteiros do relógio, mas deve alterar o mostrador de data: ai atravessar a linha oeste para leste, ele perde um dia; de leste para oeste, ganha um dia.

Brasil, País Continente

            O Brasil é considerado um país de dimensões continentais, por ter uma superfície de 8.514.875,599 km2 (dado de 2000-IBGE), enquadrando-se entre os cinco maiores paises do mundo.
            Localizado na América do Sul, ocupa a porção centro-oriental do continente. Apresenta uma extensa faixa de fronteiras terrestres (15.735 km), limitando-se com quase todos outros paises sul americanos (exceção do Chile e Equador). Tem também uma extensa orla marítima (7.367 km), banhada pelo oceano Atlântico.
            A enorme distancia que separa os pontos extremos do Brasil dá uma idéia bastante nítida da imensidão de seu território: a extensão norte-sul (4.394,7 km) explica, em grande parte, a diversidade das paisagens climáticas e botânicas; a extensão leste-oeste (4.319,4 km) justifica a existência de quatro fusos horários.
            O Brasil  localiza-se a oeste do meridiano inicial ou Greenwich, situando-se, portanto, inteiramente no hemisfério ocidental. Cortado ao norte pela linha do equador, apresenta 7% das suas terras no hemisfério norte (setentrional) e 93% no hemisfério sul (meridional). Cortado ao sul pelo trópico de Capricórnio, apresenta 92% do território na zona intertropical, isto é, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio; os 8% restantes estão na zona  temperada do sul, entre o tropico de Capricórnio e o circulo polar Antártico.
            A localização geográfica do Brasil e suas características políticas, econômicas e sociais enquadram-no em determinados blocos de nações. Quando havia o chamado conflito leste-oeste, o Brasil assumia sua posição de país ocidental e capitalista, como país meridional, no dialogo norte-sul, alinha-se entre os paises pobres (sul) e como país tropical integra o grupo de países espoliados pelo colonialismo europeu e posteriormente pelo neocolonialismo das nações desenvolvidas sobre as subdesenvolvidas.

A regionalização Brasileira

            Em seus mais de 8,5 milhões de km2, o Brasil engloba diferentes aspectos naturais, humanos e econômicos. Levando-se em conta essa diversidade, costuma-se dividi-lo em regiões, com base na relativa homogeneidade observável em determinadas áreas.
            Para efeito administrativo, adota-se a divisão em cinco macroregiões  proposta pelos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi criado em 1934 com a finalidade de fazer levantamentos econômicos, demográficos e sociais que possibilitassem um conhecimento mais empírico da realidade brasileira. Para efeito de analise, entretanto, utiliza-se também a divisão em três complexos regionais elaborada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geider do IBGE.

As Microrregiões do IBGE

            A Republica Federativa do Brasil, segundo a Constituição de 1988, compõe-se de 27 unidades políticas, sendo 26 Estados e 1 Distrito Federal, onde se localiza a sede do governo.
            A divisão regional do país proposta pelo IBGE, respeitando os limites dos estados da federação distribui essas 27 unidades em cinco microrregiões: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, Os critérios para a distribuição são os seguintes: a análise da população, a forma de ocupação do solo, a hierarquia urbana, os hábitos e as tradições de população de consumo, o nível cultural médio dos grupos sociais e o estágio de desenvolvimento das diversas áreas.

A Divisão em Complexos Regionais

            Uma das diferenças mais marcantes entre a regionalização do Brasil proposta pelo IBGE é a divisão em três complexos regionais – Amazônia, Nordeste e Centro-Sul – é que esta não segue necessariamente os limites das fronteiras estaduais, pois seus critérios incluem fenômenos sociais e econômicos cujo dinamismo implica uma delimitação espacial que modifica muito.
            Assim, para definir esses complexos, privilegiam-se os aspectos geográficos mais significativos em cada um: o quadro natural na Amazônia, o quadro social do Nordeste e o quadro econômico no Centro-Sul. Evidentemente, a existência de elementos que dão certa homogeneidade a essas áreas não significa que elas não comportem uma gama de aspectos diferenciados, dada sua grande extensão territorial.

- Complexo Regional da Amazônia

            Abrange quase 60% do território nacional, mas contem apenas cerca de 7% da população do país, caracterizando-se como o complexo regional menos povoado do Brasil.
            Em razão desse imenso vazio demográfico e de uma historia econômica que a manteve da economia nacional, essa região tornou-se conhecida muito mais por suas características naturais, em especial o clima quente e chuvoso e a presença das mais exuberantes paisagens vegetais do planeta, a floresta equatorial, do que pelas características de sua população ou pela sua capacidade produtiva.
            Nas ultimas décadas, no entanto, sobretudo na sua porção oriental, passou a apresentar uma dinâmica mais intensa, a partir de um processo de ocupação calcado na implantação de grandes projetos agropecuários e de exportação de minerais, vinculados ao grande capital nacional ou transnacional.

- Complexo Regional do Nordeste

            Com uma área equivalente a pouco mais de 15% do país e uma população que corresponde a 25% do total de brasileiros, pode ser caracterizada como uma área medianamente povoada.
            A grande questão do complexo nordestino não reside na sua extensão territorial ou no seu numero de habitantes, nem no seu quadro natural, que é bastante diversificado. O principal elemento caracterizador da região, o que lhe dá homogeneidade, é o quadro social e econômico.
            De todo o Brasil, o complexo nordestino é, sem duvida, a porção que mais se caracteriza por uma economia tradicional, em que os entraves à modernização são muito fortes e dificultam ao extremo uma aceleração da dinâmica do desenvolvimento regional. Tal situação fica evidente quando analisam seus indicadores sociais, bem abaixo da média nacional.

- Complexo regional do Centro-Sul

            Abrangendo uma área de quase 25% do país, concentra cerca de 68% da população brasileira, sendo a região mais populosa e mais povoada.
            Esse complexo é o mais dinâmico em termos de economia nacional, em praticamente em todos os setores de atividade. Nele estão concentrados os investimentos em produção agrária, produção industrial, desenvolvimento tecnológico, pesquisa cientifica, infra-estrutura, transportes e energia. Assim como serviços, as atividades financeiras e as sedes das grades empresas de capital nacional e estrangeiro.
            Por isso é a região brasileira na qual se concentra a maior parte da renda nacional e oferece em media, as melhores condições de vida a seus habitantes.

 

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